sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mais 15% em sapatos




Ontem dei conta de uma publicidade, no metro, que dizia assim:
"A crise está mudar-nos. Os portugueses gastaram em 2011 menos 12,6% em sapatos".
Olhei, olhei, olhei e dei por mim a pensar que aquela publicidade seria bastante mais verídica se dissesse:
"A crise está a mudar-nos. Os portugueses gastaram em 2011 menos 12,6% em sapatos, mas a portuguesa Anabela Cardoso salvou-nos o negócio porque consumiu mais 15% em 2011 neste tipo de produto"!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mãe pirosa, mãe pirosa...



Confesso... fiz aquilo que sempre critiquei... abandonei o meu blogue, sozinho, deixei-o aos caídos, durante mais de dois meses. Mas confesso, estão a sugar-me a criatividade, a tirar-me a inspiração, o que torna tudo muito difícil quando se tem um blogue. Espero que desta vez esteja realmente a voltar. Mesmo cansada, com um olho meio aberto e outro fechado, aqui vos brindo com mais uma saída muito interessante da minha filha. Enquanto conversávamos sobre o meu trabalho, perguntei-lhe na brincadeira:
- Mas tu não gostas de ter uma mãe chique como eu?
-Diz antes pirosinha, pirosinha...
:-(((((((

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O reino... no seu quarto...


Eu voltei a estudar... não, não é uma pós-graduação chata ou um mestrado de tirar o sono, não (já disse que só vou fazer um curso se for para aprender a fazer bolos, não disse?)... voltei a estudar, porque ajudo a minha filha a estudar. E agora voltei a aprender o que são ovíparos, vívaparos, relembrei o verbo To Be, o que são potências e por aí fora! Esta semana estamos as duas empenhadas em História e Geografia de Portugal. Enquanto lhe explicava como funcionava o Condado Portucalense, que era governado pela D. Teresa, mas devia obdiência ao Reino de Castelo, ela mostrou ter percebido bem a política do século XII, afinal tão parecida com a de agora:
-Oh mãe é mais ou menos como a vida que levo no meu quarto. Decido muita coisa do que quero fazer no meu quarto, mas na realidade devo obediência a quem é dono da casa, que és tu, né mãe?
Pois, é quase a mesma coisa...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Poderosa Mentalização



Ontem, mais uma vez sai tarde do trabalho... durante o caminho mentalizei algo de extrema importância nesse momento: "Era tão bom se chegasse a casa dos meus pais e a minha querida mãe (que por sinal completa hoje 65 aninhos)tivesse assim um tachinho de comida a mais para eu levar para casa. Ah, e tal é taõ tarde. Ah, e tal eu trabalho tanto e merecia que o jantar já estivesse feito. Ah, e tal como é difícil ser workwoman, dona de casa e mãe! Ai coitada de mim, que sofro tanto!" Pois atão não é que esta mentalização foi tão forte que à minha chegada esperava-me um pirex cheio de arroz com carninha para levar pra casa. Assim, prontinho, quase acabadinho de sair do forno, a fumegar. Ai a sorte que eu tenho de ter uma querida mãezinha aqui tão perto!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Coisas preocupantes no início do ano...


Agora que estava tão feliz por ter ultrapassado mais uma dificuldade doméstica que era o facto - e para aqueles que se lembram a primeira foi não conseguir trancar a porta - de intoxicar os meus pulmões sempre que acendia a lareira... agora que tudo isso tinha sido ultrapassado, que a lareira "bombava" com uma grande pujança de manhã à noite, se fosse necessário, agora que o fogo que propagava dessa linda lareira era bonito de se ver... O VIDRO DA LAREIRA RACHOU. De modos que, nem fogo nem fumaça existe agora por lá. Acho que a lareira, pouco acostumada a trabalhar, não aguentou a pressão de tanta brasa. Agora ali fica "sogadita", porque ninguém quer arriscar ser atingido por uma lasca daquele vidro poderoso no coração.

Outra coisa que reparei no início deste ano é que tenho uma tendência enorme de me sentar no comboio à frente de pessoas que estão em constante limpeza de fossas nasais.E ali estão, sem qualquer tipo de pudor, a enrolar a bolinhas. E eu a desviar o olhar, para ver se não tenho que me levantar para evitar o vómito. Fogo, o que custam certos dias de regresso a casa!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que me custa...

O que me custa nem é a troika, o aperto de cinto que estamos a viver, o aumento de tudo e mais alguma, o que me custa mesmo é o facto de estarmos - apesar de nunca termos sido propriamente uma nação tipo animal de raça pura - estamos a passar de cavalo para burro. Depois de tantos direitos conquistados após a ditadura, ouvi outro dia na rádio que as novas leis do trabalho serão piores do que no tempo de Salazar. Isso é que me custa verdadeiramente...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012