Abro o roupeiro da B. e começam a cair coisas aos magotes para o chão. Viro-me para ela em tom de ralhete:
-Beatriz, quando abro o teu armário e começam assim a cair coisas começo a passar-me da cabeça!
Ela muito séria:
-Tens razão mãe, também já passei por isso!!!
Perante a sua resposta não dá para continuar com o raspanete, calo-me e resigno-me à minha insignificância... :-(
segunda-feira, 29 de março de 2010
Já começou...

...a corrida mais louka do mundo, que assim trocando por miúdos, quer dizer: a visita a muitas lojas para a difícil tarefa de encontrar o vestido de noiva perfeito e a mais difícil ainda tarefa de encontrar um vestido igual para seis pessoas com gostos diferentes. A noiva e 5 das suas futuras damas de honor, começaram este sábado por algumas lojas de Lisboa, sendo que à tarde, a noiva e mais 2 ainda se lançaram na aventura por Setúbal.
Entre a P. que pisou caca de cão (para dar sorte), a S. que achou que aquela lavandaria ali também era uma loja de noivas (o nome de longe dava para o engano: Italnova), a I. que fez a sua acção do dia e ajudou uma velhinha de bengala a chegar ao cabeleireiro, aconteceu um pouco de tudo.
A pé subimos a avenida dos Estados Unidos da América, percorremos a Av. de Roma (onde encontramos o vestido ideal, na cor imperfeita), descemos a João XXI para ancorar na Av. 5 de Outubro e almoçar no Japonês. Aqui, a noiva brindou-nos com uma pérola. Enquanto conversávamos sobre uma amiga chinesa do liceu. Contava eu que tanto o pai como a mãe já tinham morrido e pergunta a I.:
-E quem é que ficou a tomar conta da loja???
Ahahahahahaha, risota total né, porque nem todos os chineses em Portugal têm que ser necessariamente donos de uma loja, certo? Pois, estes não eram mesmo...
Posto isto, só posso dizer que o sábado deixou-me de rastos, leva B. à natação, deixa B. na madrinha, segue para Lisboa, volta para Massamá, apanha B. na madrinha, segue com a B. para Odivelas, deixa B. com a mana, segue de novo para Lisboa, volta para jantar em Odivelas e chega a casa à uma da manhã, depois de ter abandonado ao lar às 9h. Com boa vontade e um carro tudo se faz!!!
sexta-feira, 26 de março de 2010
Tá decidido

Pronto, decidi definitivamente dar o "rabinho" ao manifesto e colocá-lo à disposição de todas as injecções que necessitar para ficar curada de uma vez por todas. Não há volta a dar, enfermeiros, médicos, auxiliares de enfermaria podem espetar o que bem vos apetecer, eu só quero voltar a andar como uma pessoa normal e, principalmente, não ser olhada na rua como a "diferente" e não quero voltar a levar com a conversa do segurança aqui do prédio sobre o tema ciática. Ontem, com a perna a chiar e com pressa para ir buscar a B. à escola ele contou-me toda a sua experiência com uma dor de perna, depois de me ver coxear. Não quero também passar pela vergonha de dois meninos de 10 anos se oferecerem para me ajudar, como se fosse uma inválida. Principalmente, quero voltar a fazer tudo o que me apetece com as minhas pernas: abri-las, fechá-las, correr, saltar, andar ao pé coxinho. Portanto, Sr. Dr. venha de lá essa pica, se faz favor!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Tou tipo dory

Lembram-se daquela peixinha fofinha que aparecia no filme Nemo, de seu nome Dory que tinha memória de 2 segundos? Pois é, eu tenho estado assim nos últimos tempos. Eu que tinha memória de elefante, que nunca me esquecia dos aniversários de ninguém, estou pior do que nunca. Perdoem-me a quem não felicitei nos dias certos, mas acho que me redimi a seguir, perdoem-me os colegas de trabalho, que me pedem algo e 1 segundo depois esqueci. Confesso aqui que neste caso específico, tenho feito a coisa passar despercebida para não "cair do meu salto" e dar parte fraca, ahahah! Portanto, quando me pedem algo e não segue num espaço de 5 minutos a desculpa é da net que está lenta ou eu que estou ocupasassíma com outros afazeres (o que também não é mentira nenhuma)!
O cerebrum dava-me cá um jeitaço nestes dias de Alzheimer precoce!
terça-feira, 23 de março de 2010
Site
segunda-feira, 22 de março de 2010
Pesadelo...

Pronto, é que já começou, a cerca de duas semanas de fazer mais uma viagem transatlântica, comecei a ter os meus recorrentes sonhos de ansiedade. Não, não, desta vez não deixei o bilhete em casa, não me esqueci do passaporte, nem estava no aeroporto errado. Desta vez foi mais grave. Já tinha chegado ao destino e esquecera-me da mala onde transportava todos os meus sapatos. Ora há algo mais grave para uma mulher do que não ter à mão a sua colecção de sapatos. Acho que nem o subconsciente tem o direito de nos tripudiar desta maneira, certo?
Ui, ai, ai, ui... tou que nem posso
Costumo ter uma asinha partida, tenho dores musculares num braço que me impedem, às vezes, até de me pentear ou de colocar um shampoo no cabelo de uma forma normal. Mas hoje, hoje estou coxa. No auge dos meus 33 a caminhos dos meus 34 já me queixo de dores reumáticas. Ó senhor, já me estou a imaginar com uma bengalinha a chegar aos 70. Eu que queria envelhecer toda enxuta, de unhas pintadas de vermelho, de cabelo loiro (quando for velha deve combinar) e hirta que nem um carapau, suponho que a minha falta de cálcio no sangue me vá arrastando, ao longo dos anos, para uma velhice mais perturbadora do que eu tinha imaginado. Por acaso, a medicina ainda não avançou para o transplante de paratiróideas, né? É que não é por nada, mas acho que precisava de umas coisinhas dessas no meu organismo, só para ver se o meu cálcio começava assim, como quem não quer a coisa, a atingir uns valores de gente normal. Nem as 4 bombas que tomo diariamente parecem surtir muito efeito. Alguém quer doar, alguém?
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